Você já sabe qual rua sacode, qual avenida quebra a suspensão e onde o asfalto virou terra. O Rota Confortável usa o acelerômetro e o GPS do seu celular para transformar isso num número por trecho — e num mapa que dá para levar para a prefeitura.
Hoje a prefeitura descobre o estado das ruas por três caminhos: a reclamação de quem mora ali, a vistoria de uma equipe que passa de vez em quando, ou o processo judicial de quem quebrou o carro.
Os três chegam tarde, e nenhum cobre a cidade. Reclamação chega de bairro que sabe reclamar. Vistoria custa hora de equipe. Processo é o dado mais caro que existe.
Enquanto isso, dezenas de carros passam naquela mesma rua todo dia — cada um com um celular no painel que já está sentindo exatamente o que a equipe iria medir.
É essa medição que se perde. O Rota Confortável só recolhe o que já está acontecendo.
Você dirige normalmente. O aparelho fica no suporte e o resto acontece sozinho, inclusive com a tela apagada.
Nenhuma operação extra. Basta o celular preso no suporte e a medição ligada.
O acelerômetro lê a vibração 50 vezes por segundo. O GPS diz onde ela aconteceu.
A cada 2 segundos a vibração vira um índice de 0 a 100 para aquele pedaço de rua.
As notas viram uma linha colorida. Passadas repetidas na mesma rua se combinam numa média.
Asfalto liso ou recém-recapeado. Você atravessa sem notar a via.
Remendo, ondulação, trecho gasto. Dá para passar, mas você sente.
Buraco, pavimento quebrado ou estrada de terra. A rua que você desvia.
A sensibilidade é ajustável nas configurações do aplicativo — suspensão de picape e de hatch não sentem a mesma rua do mesmo jeito.
É assim que um trajeto comum aparece depois de medido. A linha é a rota; a cor é o que o carro sentiu em cada pedaço dela.
O acelerômetro só sente o buraco que a roda acerta. A câmera vê o que vem à frente: durante a medição ela acompanha a via e fotografa cada possível buraco, com a posição.
O defeito precisa aparecer em vários quadros seguidos para virar registro — uma mancha que aparece num quadro só é descartada. Quando há tranco da suspensão, ele entra no registro como a origem da foto; o tranco não é exigido para fotografar, e não serve de confirmação. A mesma imagem também distingue asfalto de solo exposto, para conferir com o satélite.
A câmera aponta, não decide.
Cada registro é uma foto georreferenciada para alguém conferir — nunca um laudo. É proposital: mancha de óleo e remendo escuro se parecem com buraco, e quem decide isso é gente olhando a imagem.
O valor do Rota Confortável para quem administra a cidade não é "detectar buraco". É que um veículo passa, o sistema registra, e aquilo vira um ponto no mapa com foto, data e coordenada — sem depender de alguém reclamar, sem hora de equipe parada em vistoria, e sem esperar o processo administrativo para saber que a via está ruim.
É uma plataforma de inspeção e mapeamento de ocorrências viárias. A leitura aponta o candidato, a repetição em vários quadros reduz o ruído, a foto permite auditoria, o GPS localiza e o mapa permite gerir.
O que isto não é.
Não é laudo técnico de pavimento e não substitui vistoria de engenharia. É um levantamento contínuo e barato que diz onde olhar primeiro — e entrega a evidência para quem vai decidir.
Qualquer carro, moto ou veículo da própria frota, em rota normal de trabalho. Não há viagem dedicada de levantamento.
O acelerômetro mede o conforto trecho a trecho. A câmera acompanha a via e fotografa possível defeito, exigindo repetição em quadros seguidos antes de gravar.
Cada ocorrência guarda a foto, o instante, a coordenada e um código próprio — o mesmo código que se busca depois no painel para achar aquele ponto no mapa.
As linhas coloridas por conforto mostram o estado dos trechos; os pontos mostram as ocorrências registradas, com a foto para conferência.
O sistema não fecha diagnóstico sozinho. Ele reduz a cidade a um conjunto de pontos ordenáveis, com prova visual, para a equipe priorizar.
Isto é uma estimativa a partir dos sensores de um celular, não um laudo de pavimento. O que segue não é letra miúda — é o que muda o resultado na prática.
Celular solto no banco ou na mão mede o movimento do celular, não o da rua. Suporte firme no painel ou no para-brisa não é recomendação, é requisito.
A mesma rua dá nota diferente em picape e em hatch. Por isso a sensibilidade é ajustável, e a comparação honesta é entre ruas medidas pelo mesmo carro.
Abaixo de 5 km/h as leituras são descartadas, senão a trepidação do motor no semáforo entraria como rua ruim.
Acelerômetro de fabricante diferente responde diferente. Os limiares padrão são estimativas, calibráveis com medição real.
Sem luz suficiente a leitura visual se desliga em vez de chutar. E com a câmera aberta a bateria desce rápido: use o carregador do veículo.
A câmera olha a faixa à frente. O buraco que o motorista desviou, ou que está fora dessa faixa, pode passar sem registro.
O mapa colaborativo existe porque as medições são compartilhadas. Vale saber exatamente o que isso significa — e como desligar.
Nota de conforto por trecho, posição, velocidade e horário — mais as fotos de possível buraco. O envio vem ligado e pode ser desligado nas configurações, a qualquer momento.
Não há cadastro, nome, telefone nem conta para usar o aplicativo. O aparelho manda um identificador anônimo, gerado nele mesmo — não o IMEI, não o seu número.
O histórico completo fica salvo no aparelho e sai em CSV ou JSON quando você quiser. Desinstalar apaga — exporte antes se quiser guardar.
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Cinco minutos de trajeto conhecido já mostram do que se trata. Você vai reconhecer as notas antes de olhar o mapa.
Fora da Play Store, o Android pede confirmação para instalar. A publicação na loja está no roadmap. O tamanho subiu porque o detector por rede neural já vai empacotado — ele está DESLIGADO nesta versão (ver nota da build de teste ao lado); a leitura visual em uso é a heurística.
Build de depuração em validação interna. A leitura visual desta versão continua sendo a heurística — a mesma da 0.9.78, com falsos positivos conhecidos em sombra e contraluz. O detector por rede neural já vai empacotado (é o que explica o salto de tamanho) mas está DESLIGADO: em teste medido ele ainda confunde o guidão da moto com buraco, e não seria honesto ativá-lo. Não é recomendado para teste de campo nesta versão.
Sim, para medir. A coleta e o cálculo são feitos no aparelho, e a posição vem do GPS. Sem sinal, as medições ficam numa fila e sobem depois — por padrão só em Wi-Fi, o que também é ajustável.
Não. Para medir a rua e ver o mapa, nada de cadastro. Conta só existe para quem opera frota de um órgão público — viatura, transporte escolar, ônibus — e nesse caso ela é criada pela própria secretaria.
Gasta. GPS de alta precisão e acelerômetro rodam continuamente, e com a câmera ligada o consumo sobe bem mais. Use o carregador do veículo — o aplicativo avisa quando não detecta energia conectada.
Serve, mas com outro propósito. A moto desvia dos buracos, então o conforto dela mediria a via como melhor do que é — nesse modo o aplicativo não envia score de conforto, só registra os impactos que a moto engole.
Nas configurações há um controle de sensibilidade. Rode uma rua que você sabe que é boa e outra que é ruim, e ajuste até as notas baterem com o que você sente. Não precisa recompilar nada.
Está no roadmap, para quando o aplicativo sair do estágio de testes. Hoje a APK assinada aqui do site é a forma de experimentar.